É isso o que acontece quando você espera algo de alguém. Nenhuma expectativa nunca é correspondida. Nada nunca alcança o patamar do que pensávamos que aconteceria. Você jura fidelidade e companheirismo eterno, um cobra, o outro realiza. Mas aí você acaba sendo deixado pra trás. Quer dizer, eu tentei, sabe? Apesar de toda mudança nas nossas vidas, eu tentei. Você pode não saber, mas uma das notícias mais difíceis da minha vida saiu da sua boca. Mais doloridas. Você me pediu pra voltar. Eu voltei. E voltei determinada a ficar, porque pensei que era o que queria e que ficaria feliz com isso. Ah, mas como a vida é injusta… Eu te dei o que você pediu e você não me deu nem o mínimo que poderia. Nem ao menos reconhecimento. Porque você é muito bom, sim, jogar palavras duras no liquidificador e depois me fazer engoli-las a seco. Eu não fui a primeira a errar. Eu sei que você acha que sim, mas não, eu não fui a primeira a errar. Mas parece que vai ser assim. Parece que vai acontecer o que eu acreditei fielmente durante anos que nunca aconteceria: cada um vai pro seu lado. Dizem que as coisas mais difíceis na vida são o primeiro “olá” e o último “adeus”. Me parece que esse é nosso último adeus. Uma parte de mim morreu.
Aqueles dias de conversas perdidas não voltam mais. Aqueles dias em que eu te fazia ir até o jardim com o computador no colo só pra saber se nossa árvore ainda estava lá… Mas parece que nossa árvore é só o que sobrou de nós. Quer dizer, entende o que quero dizer? O que nos aconteceu? Você ao menos se lembra como as coisas eram? Eu me lembro. Me lembro bem. Mas aqueles dias não vão voltar, não. Que a árvore sobreviva em teu jardim e que eu sobreviva em tua memória.
There’s a place where I feel you and I know you mean more to me. Still waiting. Still holding time.
Hands, let me hold you; Eyes, let me see your face; Smile again as the world goes tumbling. There is nowhere I would rather spend these lazy crazy days then here. Nowhere.